Thursday, September 25, 2008

Dito

Sabe quando ao bem procuras
Por cada segundo nas ruas
Aquele ao universo auscuta
No mei das estrelas pedindo perdão
Perdão de ser muito bonacho
Perdão de pagar para ver
Sentindo o universo crescendo
E vendo o planeta morrer

Devia rasgar minha roupa
Vestir sacaria ruim
Botar logo corda no cinto
Sair a gritar por aí

Gritar que o mundo é sem regras
Não dá pra ficar mais assim
Escolhe logo um dos lados
E corre pra chegar no fim

Pois,
Sabe quando ao bem que procuras
A busca que cansa é ruim
Sozinho no meio da noite
Esperando o lobo grunhir.

Zilu Notria ® 2008

Batendo Dente

Há tempos venho me pegando
Rangendo lata,
Batendo dente,
Como diz a canção,

Venho vermelho de raiva
E de sofreguidão
Minhas mãos tão cansadas
De ver livro bão
Fatigando meus olhos
Na escuridão

E em cada livro, uma sentença

Tantas linhas...

Caracteres....

Característicos dos livros
Que passam em minha mão.

Das tantas histórias
Que li à milhão

Mas em cada aventura dessa

Há tempos venho me pegando
Rangendo lata,
Batendo dente,

Há tempos venho caminhando

Um passo pra trás,
Dois passos pra frente.

® Zilu Notria - 2008

Wednesday, August 27, 2008

Eu Sou

Eu sou o couro da cascavél
Eu sou o índio que vive em mim
Eu sou a porta de entrada
Eu sou a elasticidade do organismo
Eu sou a construção interna
Eu sou o ciborgue amestrado
Eu sou o cavaleiro que carrega o cavalo
Eu sou o pensamento dos que sentem
Eu sou o sentimento dos que pensam
Eu sou a casca do ovo crú
Eu sou a ave que voa baixo
Eu sou a ave que quer voar mais
Eu sou a casca do cipó forte
Eu sou a batida do martelo
Eu sou o pensamento lesado
Eu sou a situação sob controle
Eu sou a lebre do tempo
Eu sou o gosto de peixe crú
Eu sou o respirar das árvores
Eu sou o que senta no bar
Eu sou o que pode cantar
Eu sou o medo de reprovar
Eu sou o muro em contrução
Eu sou o navio de pesca baleeiro
Eu sou o que quer dar risada
Eu sou o que não pára de chorar
Eu sou a poeira da estrada
Eu sou couro de tamborim
Eu sou o negro mulato
Eu sou o branco latino
Eu sou o pobre europeu
Eu sou a tormenta caseira
Eu sou o que faz besteira
Eu sou o que tem pouca luz
Eu sou o que ninguém conduz
Eu sou a bomba que voa na guerra
Eu sou a guerra que abate os passarinhos
Eu sou o cansaço de noites inseguras
Eu sou o crepitar das chamas
Eu sou as cinzas do cinzeiro
Eu sou a terra vermelha sapé
Eu sou a mistura de fés
Eu sou a mistura das luzes
Eu sou o embaçado vitrô
Eu sou a seringa vazia
Eu sou o pensamento arretado
Eu sou o moleque danado
Eu sou o filhote que chora
Eu sou o pai que adora
Eu sou o que te faz chorar
Eu sou o final desta página
Eu sou o começo do fim
Eu sou o que conta a história
Eu sou o que voltará a cantar
Eu sou o limite do tempo
Eu sou o carro cansado a falhar
Eu sou o jumento sagrado
Eu sou o que carrega nos braços
Eu sou o limitado pelo espaço

Mas

Eu sou eu

E você é você.
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Zilu Notria - Nov2006 - Rights Reserved

Monday, July 28, 2008

Prefácio de EVANGELIZAÇÃO ESTELAR

Prefácio do livro EVANGELIZAÇÃO ESTELAR:
(Zilu Notria)===================================================================
"Dizem que antigamente não existiam contadores de histórias.

Não havia histórias.


Havia o nada. E, absoluto sobre este nada, havia somente o vazio. E por muito, muito e muito tempo o vazio reinou calado.

Porém, u
m dia - mesmo que não houvesse ainda o dia - o nada, que fluía sem se mover, parou. Parou porque o vazio, cansado de sua solidão, quis levantar e ver a si mesmo.

Desse movimento surgiu o cosmo.

Da força desse movimento do vazio, o nada que habitava a sua volta se remexeu.

Desse movimento surgiram as galáxias e os planetas.

Querendo realmente ver a si mesmo, teve esperança. Na esperança de ver a si mesmo, fagulhas se desprenderam pelo esforço.

Desse movimento nasceram as almas.

Desde este nascer cósmico, quando entes foram desprendendidos do vazio, ouvem-se pelo Universo cantos tristes de saudade daqueles que tentam retornar à sua origem.

Dizem as antigas vozes que esta foi a primeira grande história a ser contada. Dizem as antigas vozes que esta será a última das histórias a ser contada.

E pra nossa sorte, contamos com um porém:

Esta ainda está sendo escrita."
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Zilu Notria - copyrights reserved 2007

Friday, July 25, 2008

Deixe A Brisa Tocar Suas Asas


Sei que é doce a cortina
Dos véus dos mistérios
Desse seu vestido de menina,
Teu vestido de fulô.

Vestido esse
Que me faz assim feliz
Mesmo se morro,
E mesmo assim,
Sou feliz no final
Encontrei pois enfim
Após tantas buscas
Uma pupa virginal



Oxalá essa pupa vire borboleta

Mas nesse tempo ainda é cedo
Pra do sonho acordar...
E acredito que você apenas
Deva deixar,

Deixar a brisa tocar suas asas,
Deixar a brisa tocar suas asas,
O sol aquecer os seus pés mindins.

Deixa
Que no calor do fogo que a
Consome
Nessa luz forte que vem

Não se sabe de onde

Faça vir uma cortina escura:
Minha sombra
Sobre tú...

O Deus que dá tua vida, borboleta
Me permite ser pequeno planeta
Teu pequeno planeta
Recheado de jardins.

Pela energia que exalas
Nada,
Digo:
Nada
Supera a força
Desse dom

Por isso menina,
Ninfa que brilha
És borboleta voando em flores
Por sobre as flores
Que plantei em meu jardim

Que enfim plantei em meu jardim.

jul/08
ZILU NOTRIA

Thursday, July 24, 2008

Trecho do Conto "Você Vai Morrer" de Zilu Notria

"Imagine um dia de Sol.

Você reunido com a família em sua linda casa de verão, sua esposa cochilando maravilhosamente na sala enquanto suas crianças brincam tranquilamente no jardim dos fundos.

Seus pensamentos voam sobre como sua vida corre tranquilamente, nos negócios, em casa, em seu espírito, enfim: percebeu-se possuidor de uma vida quase perfeita.

Você mal acabara de pensar sobre isso e a campainha toca.

“ Quem será afinal?” – pensa rapidamente – “afinal, hoje é domingo e não espero ninguém!”

Sua mulher não acorda, seus filhos nem se movem. Você estranha por alguns segundos, mas depois esquece. Parece que só você havia ouvido o sino. De repente escuta a voz daquele que parecia ser um senhor de idade. A voz dizia: “Mensagem pra você!”

Quando abre a porta, aparece um senhor de idade, muito simpático, vestido como mensageiro. Com um daqueles uniformes antigos de correio.

O velhinho sorriu, como que entendendo o espanto. “Mas, afinal, que mensagem será essa?” – você pensa. O senhor carregava uma bolsa a tiracolo, como muitas cartas, todas iguaizinhas, e de onde ele retirou um daqueles envelopes e o entregou para você.

Nada na frente, nem nada atrás do envelope. “Que esquisito”- murmura baixo, como para o senhor não escutar. Mas, por um momento, esquecendo até do velhinho, abre rapidamente, quase desesperadamente, o tal envelope.

Nele havia uma tira de papel cartão, colorido. Parecia uma daquelas mensagens de caixinhas da sorte.

Vejo seus olhos fixos ao ler a mensagem.

Posso ver a coloração da sua face: “branco-leite-estou-morrendo-de-medo”. Porque você leu a mensagem. Porque só há uma frase no papel. E o papel dizia:

“Você vai morrer. Venha comigo agora.”

Você olha para o senhor. “Só pode ser piada” - é o que você pretende dizer ao levantar a cabeça. Só que ao mirar a face do homem para tirar a satisfação, um susto.

No lugar do velho homem estava uma matéria gasosa, mas com definições perfeitas, e que te permite distinguir a imagem que ela forma: uma mulher bonita, uma senhora, e que estava vestido de branco. Aquele rosto se formando, o corpo, te permite reconhecer uma imagem familiar há muito distante.

O de sua mãe.

Você se emociona imediatamente, tendo em vista que está enxergando sua mão como se estivesse viva, embora não tivesse ainda falado.

Você continua estarrecido com a visão, quando de repente, ela esboça um movimento. e, mais de repente, diz:

“Meu querido, meu amigo... Meu filho. Me escute: não deixe sua mente te fazer sofrer quando olhar para trás”.

Antes da imagem começar a falar, você sentiu um calor imenso. Neste momento, você sente um calafrio.

Da porta você se vira, e imediatamente vê a sala atrás de você, sua esposa dormindo, suas crianças brincando nos fundos. E você. Deitado sobre a mesa em que lia.

“Dormindo?” – pensou já sem fé.

Não amigão! A mensagem não mentia. Você realmente iria morrer.

Agora, fora desta alegoria, você consegue imaginar o sofrimento desta alma mal-preparada para encarar os fatos? Quantos sofrimentos poderia causar para si mesmo e para seus entes queridos?

Somos milhões de Ocidentais e que não aprendemos ainda à encarar a vida como se deve.

Por acaso viveríamos para sempre?

Haveria maldição pior do que esta?"

(Trecho do conto "Você Vai Morrer"- Zilu Notria - 2006)

Wednesday, July 23, 2008

Mais Vale a Sêde de Um Homem









Mais vale a sede de um homem

Que a fome que bate em estaca

A sede só quem mata e a água,

A fome com mil coisas se mata.

Mas nenhum infortúnio deve ser minimizado,

Nenhuma agrura deve ser desprezada

Porque todo momento é mensagem

Todo momento é uma encenação,

Um teatro de mil cenas repetidas

Repetidos dramas de ilusão.


Por 10 vezes nos revoltamos

Por 100 vezes brigamos

Por 1000 dias choramos,

Meu pai,

2000 anos chorando.


Essa sociedade é uma velha chorona.

Que chora dos braços para não carregar,

Que chora das pernas para não caminhar,

Que se deita de barriga pra cima

Implorando para uva em sua boca chegar.

Mas chegar daonde?

Donde vira o doce da tal fruta,

Se todos de boca aberta estão?

Esperam,

Mas nenhuma vinha plantaram antes.

Esperam,

Mas nenhuma uva comerão.


01/06

Zilu Notria

RENOVAÇÃO

Segue o ciclo,
Segue o ciclo.

Nasce, cresce, desenvolve, multiplica, envelhece, morre...

Na escola,
Quando ouvi isso,
Marcou a ferro em brasa,
Em meu pobre
Coração.

Na mente queimou também.

E a mente gera fantasmas.

Com o passar do tempo,

A mente gera,

Fantasmas.

E os fantasmas cantam hoje
Como cantavam há milênios:

"Segue o ciclo,
Segue o ciclo"...

E eu penso:
"E neste intervalo, nada?"

O que deve ocorrer exatamente,

No longo espaço que por hora ocupam...

...as vírgulas da sentença:

"Nasce, cresce, desenvolve, multiplica, envelhece, morre..."

E os fantasmas cantam hoje
Como cantavam há milênios:

"Segue o ciclo,
Segue o ciclo"...

E eu penso:

"Onde entro nisso?"

07/2008
Zilu Notria

Monday, June 23, 2008

COMERCIAL BANIDO MTV

Proibir é imbecilizar.
Imbecilizar é destruir.

A educação é tudo, não importa o que pensem os "barões" do planeta. Por isso, vamos espalhando, por favor. Educar é construir.

Não à imbecilização.

A seguir: comercial banido da MTV.
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MAS NEM TUDO PODE SER ESCONDIDO.

AMEN!

Tuesday, June 10, 2008

SONIDO LINDO

Ah, como aperta.

Ai como é grande essa paixão que habita aqui em meu peito!
Jamais,
Disse:
Jamais,
Senti tamanho calor.

Só de ouvir sua voz minh'alma treme, sua dor é minha pior dor.
Sua voz trêmula deixa minha voz tremendo até,
Que um pequeno sorriso teu me encha tanto de amor,
Que num segundo me faz até chorar.

Cabra macho num chora dizia meu avô,
Mas como? Como e pra que segurar esse humor?
Chora, sim.
Rapaz ruim,
Seja o que for,
Ninguém agüenta a enxurrada
Da energia,
Do teu olhar.

Amansa teu peito, homem.
Não ruja mais, homem-Leão
Não avances mais, homem-Touro
Se és Tigre, te acalme
Só importa agora

Este sonido lindo, virginal.

Corre pr'esse choro, homem

Mas sossega,

Tua filha chegou.


JUN2008

Zilu Notria _ copyrights 2008

Sunday, May 18, 2008

Louco

O amor é cego,

A paixão é surda,

O sexo é mudo,

E nós, somos todos loucos.

Eu também sou louco.
Louco e rouco
Cantando do muito,
Um pouco.

Tentando mostrar

Que é bom ser importante,

Mas que é muito mais importante

Ser bom...


De: Zilu Notria (1996)

Thursday, April 17, 2008

Debaixo de Tuas Sandálias

Assim como retiro o inseto do chão
Assim como evito pisá-lo,
Assim Deus me retira de baixo
De tuas sandálias

O inseto poderia ter sido esmagado
Se eu não fosse consciente
Sou consciente mas sou ignorante
Somente Deus é a suprema inteligência

Logo,

Sou como o inseto.

Acho que sei onde estou
Mas estaria esmagado sob seus pés.
Mas estaria esmagado em suas sandálias,
Não fosse teu cuidado,
Senhor.


Tenha pena de minha ignorância
Tenha pena de minha mudez
Tenha pena de minha surdez
Quero somente a luz que se enxerga

Mesmo a olhos fechados,

Senhor.

Somos insetos aqui
Nos aguarda esmagamento vindouro certeiro
Que causará sofrimento
Daquele que não finaliza somente
Junto com a vida de um corpo,
Mas que,
À tua ordem,
Seguiria para sempre.
Sendo que sofre quem culpa tem,

E por ordem ficar afastado de Deus,
É dor muito pior que a da morte do corpo
Porque, fóra o corpo,
É impossível matar o que é imortal

Mas doer, dói.

Por isso,

Não me deixe debaixo de tuas sandálias,

Senhor.


De: Zilu Notria - MAR2007 - Copyrights Registered ®

Wednesday, March 19, 2008

Cordel - Enviada à Comunidade do Orkut

Linkado à: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45940750

"Sou da cobra o piolho
Sou a cárie do dente
Sou do olho a cegueira
Sou o miolo do demente

Sou a seca do sertão
Sou a reza do povo
Sou do dia a escuridão
Sou a quebra do ovo

Sou o sangue da goela cortada
Sou o macho que toma veneno
Sou a dor do parto da mãe
Sou a criança gemendo

Sou do furacão o vento
Sou a vergonha do nú
Sou pobre, sou lazarento,
Mas sou melhor do que tú."

Zilu Notria - MAR2008

Friday, March 14, 2008

Você Vai Ver

VOCÊ VAI VER

QUE TRISTE QUE É

MORRER SEM TER,

SEM ACHAR,

A RESPOSTA QUE AQUI

VOCÊ VEIO ENCONTRAR

Zilu Notria

Sunday, March 09, 2008

1 BILHÃO DE CRIANÇAS SOFREM NESTE MOMENTO....

Lendo a matéria da UNICEF que virá abaixo (1 Bilhão de Crianças com Fome), me veio imediatamente à cabeça a imagem acima. Acho que a primeira vez que a vi, eu tinha mais ou menos 15 anos.

Eu poderia dizer até.......talvez.........que tenha mudado um pouco minha cabeça depois disso......

Somos o abutre ou somos a criança?...........

Alguém já parou pra calcular - na ponta do lápis, mesmo - quanto se gasta (pode ser em bilhões de dólares mesmo) em defesa e armamento comparado com quanto se gasta no mundo com educação, lazer e cultura?

Será que algum dia REALMENTE encontraremos uma solução sustentável do mundo de hoje?
Polícia..........mas pra que MERDA serve a polícia, se não investirmos sempre mais em educação?

Como querem eliminar o terrorismo se AINDA existe, em pleno século da robótica, astronaútica, informáticas e outros "aticas" e "ismos". Como é que pode haver TANTA, repito: TANTA criança largada no mundo ainda?

Esse é um problema mundial, mas, principalmente no Brasil (e na África) o que assusta é a falta de compromisso em resolver um problema que há muito incomoda e MUITO: crianças abandonadas, seja pelo que for.

E pior: existem TANTOS pais por aí, desesperados porque não conseguem consagrar sua família com a benção de uma criança e, com muita coragem, aceita o desafio de adotar uma criança. São MUITOS. No Brasil, a maldita burocracia cega prefere perder 10, 20, 30 anos e esperar a criança abandonada se inveterar pelo caminho do crime, da corrupção, e então combatê-la do que acelerar o processo e realizar o "casamento" de quem precisa ser adotado com aqueles que de coração gostariam de se doar e aceitar uma criança que não é oriunda de seu seio. O que não diminui em nada a certeza de que um casal que procura a adoção saberia criar esta criança melhor, muito melhor que as ruas e seus professores.

Não há cegueira pior que a corrupção seguida de incompetência.

E nesta terra, não tem aids, dengue ou febre amarela que mate mais que essa doença desgraçada chamada corrupção.

Quem sabe um dia nossos "governantes" abram o olho e vejam o que REALMENTE precisa ser feito. E rápido. Ou nos reunirmos civil, porém militarmente, para ARRANCAR seus olhos com nossas próprias mãos?......fica aí a sugestão....Código de Hamurabi no Brasil seria fantástico..

Bom, a seguir, a comprovação via UNICEF.

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09 de dezembro, 2004 - 10h59 GMT (08h59 Brasília)
Claudia Silva Jacobs

Fome, Aids e guerras atingem 1 bilhão de crianças, diz Unicef

Problemas como a fome, a pobreza, a Aids e os conflitos armados atingem mais de 1 bilhão de crianças em todo o mundo, segundo o relatório anual do Unicef, O Estado da Criança no Mundo 2005, lançado nesta quinta-feira.
O documento afirma que milhões de crianças no planeta estão perdendo a infância por causa das más condições de vida.
De acordo com os autores do relatório, as imagens da infância são duras em diferentes partes do mundo: "Garotos e garotos (estão) catando comida em montes de lixo em Manila, (sendo) forçadas a carregar uma (metralhadora) AK-47 pela floresta na República Democrática do Congo, (sendo) forçadas a se prostituir nas ruas de Moscou, pedindo comida no Rio de Janeiro ou (são) órfãs da Aids em Botsuana".
O trabalho diz que, desde a adoção da Convenção do Direito das Crianças, alguns dados sobre as condições das crianças no mundo "vêm melhorando".
Mas o relatório mostra que, apesar das melhoras, algumas metas traçadas pelo Unicef em conjunto com 190 países no projeto Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para 2015 não devem ser alcançadas caso os padrões atuais não mudem.

Doenças
O Unicef diz que cerca de 29 mil crianças morrem todos os dias de doenças de fácil tratamento, como diarréia, desidratação ou malária.
As crianças são apontadas também como grandes vítimas das guerras. De acordo com os dados, desde 1990, 3,6 milhões de pessoas morreram em conseqüência direta de conflitos. Deste total, 45% eram crianças.
O documento também alerta para o fato de que centenas de milhares de crianças são vítimas das mais variadas formas de violência, dentro de suas casas até nos campos de batalha – e o número de crianças atingidas pela violência vem crescendo.
Cerca de 50% das crianças nos países em desenvolvimento vivem em condições abaixo do mínimo esperado, segundo padrões estabelecidos pelo Unicef.
Mais de uma em cada três crianças moram em casas com mais de cinco pessoas por cômodo ou com piso de terra batida.
Cerca de 25% das crianças no mundo, ou 400 milhões, não tem acesso à água limpa nos países em desenvolvimento. Uma em cada sete crianças não tem acesso a qualquer tipo de assistência médica.
O relatório também mostra que mais de 16% das crianças com menos de cinco anos não se alimentam adequadamente, e 13% das crianças que vivem nos países em desenvolvimento nunca pisaram em uma sala de aula.
América Latina
Entre os dados específicos sobre a América Latina, o documento mostra que 21% das crianças e jovens com menos de 18 anos vivem em casas sem as condições mínimas estipuladas pela organização, como acesso a água potável ou a serviços básicos de saúde.
A área mais crítica é a África Subsaariana. Na região, 64% das crianças vivem em condições precárias: 29% das crianças não têm acesso a serviços básicos sanitários, como banheiros e mais da metade das crianças não tem acesso a água potável ou precisam caminhar pelo menos 15 minutos para abastecer suas casas.
Outro problema grave na região é a precariedade no atendimento médico. De acordo com o relatório, 24% vivem sem qualquer acesso a esses serviços.
Nos países em desenvolvimento, 300 milhões de crianças não têm acesso a informação, como televisão, rádio, jornais ou telefone.
No relatório, o Unicef alerta para o fato de que, sem acesso a informação, as crianças terão dificuldades em estar a par de seus direitos.
O documento também destaca que milhares de crianças estão expostas a epidemias como a da Aids ou a Malária, doença que mais mata crianças.

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NOTA: Só pra ratificar: o que mata essas crianças não são as epidemias, AIDS, malária, dengue, etc...é o colarinho branco.

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SOBRE O QUE VIRÁ

Seco é o leito da terra,
Seco estará o leito do rio...

Em breve a canseira se instala,
E convence quem fica com frio.

Tempo estranho: chove dor
Tempo estranho: falta amor.

Mas todo mundo tá querendo.
Amar, digo.
Mas todo mundo tá querendo,
Amor, confirmo.

Mas cadê os que amam?

Por que cada vez mais se escondem?
Será medo?
Dos que não amam?

Precisamos subir pra respirar.
Ao menos uma vez em cada vida.
Porque esse ar salva.
Esse ar nos respira.

Por que cada vez mais nos afundamos em nós mesmos?
Trancados diariamente em nossos escritórios,
Por trás das grades de nossa própria casa,
De nossa própria janela.

Não tenho palavra certeira
Que possa o futuro expressar.
O fogo de nossas fogueiras gerou muitas cinzas.
Essas cinzas em breve serão espalhadas...

...Ao vento...

...em breve...

...cegarão...

...nossas vistas.


Zilu Notria
® Mar 2008

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